O incidente, que parecia corriqueiro, foi o estopim de uma série de contratempos que logo virou a vida dela do avesso. Durante os dois anos seguintes, Celena contabilizou oito batidas no carro, que ficou parecendo uma lata velha. “Cada vez que um novo acidente acontecia, meu medo crescia, juntamente com a convicção de que aquele objeto não me trazia sorte. Cheguei até a benzê-lo”, diz ela. O que ocorreu com Celena não foi coincidência. Segundo estudiosos da neurolingüística, nosso pensamento emite energia capaz de atrair acontecimentos que vibram na mesma freqüência. Essa teoria, conhecida como lei da atração, já é utilizada e propagada há bastante tempo por autores de livros de auto-ajuda e ficou ainda mais popular com os filmes QUEM SOMOS NÓS (mistura de documentário e ficção estrelada por Marlee Matlin e lançada em 2004) e O SEGREDO (produção australiana de 2006, dirigida por Drew Henot e baseada no livro homônimo, de Byrne Rhonda).
De acordo com essa linha de pensamento, nossa interpretação sobre os fatos afeta a realidade à nossa volta. Assim, temos mais ou menos sorte conforme os padrões de pensamento que alimentamos. “E, se nem sempre temos como mudar os fatos, podemos modificar a leitura que fazemos deles e as reações que teremos a partir daí, o que nos torna responsáveis pelo bem ou pelo mal que atraímos”, afirma a psicóloga e terapeuta Margareth dos Reis, do Instituto H. Ellis, de São Paulo.

